Fonte: Brasil Energia, para ABEAGÁS

O presidente da Comerc, Christopher Vlavianos, afirmou que o mercado livre depende de novas regras de financiamento para crescer. Segundo o executivo, o tema está em debate e alguns mecanismos estão em estudo entre a Abraceel e o BNDES para a criação de sistemáticas de financiamento para o setor.

“A expansão vai depender de como o BNDES ou outros bancos financiadores entenderem o valor da energia no futuro para que seja viável fazer contratos ‘rolantes’ [vários contratos de curto e médio prazo], que não seja necessariamente um PPA de longo prazo que determine o lastro de toda a operação”, ressaltou o executivo durante a Brazil Windpower, na quarta-feira (2/9).

Outro fator de incentivo são as debêntures de infraestrutura, discutidas também pelo setor, que podem viabilizar um mix de financiamentos para favorecer custos e prazos das operações.

Migração de consumidores

A migração de consumidores do mercado regulado para o livre verificou uma recente intensificação. Também de acordo com Vlavianos, a carteira da Comerc cresceu em 20% nos últimos dois meses e meio, liberando o represamento dos últimos dois anos, quando o movimento entre os dois mercados ficou praticamente estável pelos altos preços.

“A redução de preços de energia, em função do aumento das chuvas e queda da carga, e o realismo tarifário, que colocou as tarifas cativas no patamar que elas deveriam estar há dois anos criaram o ambiente perfeito para a migração”, explicou.

Em três meses, a energia convencional retraiu de R$ 315/MWh para cerca de R$ 200/MWh para os consumidores livres que estão migrando com redução entre 15% e 20% nas tarifas em relação ao mercado cativo. A expectativa da comercializadora é que novos consumidores, em fase de denúncia de contrato de fornecimento com as distribuidoras, comecem a comprar energia no ambiente livre já a partir do ano que vem.

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