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Mercado Livre de Energia
05/10/2026

Alta da energia é estrutural: como proteger sua empresa

Entenda por que o sistema elétrico opera como se faltasse energia mesmo havendo excesso de oferta. Descubra como a inteligência de mercado pode devolver a competitividade à sua operação.

Mercado Livre de Energia
05/10/2026

Entenda por que o sistema elétrico opera como se faltasse energia mesmo havendo excesso de oferta. Descubra como a inteligência de mercado pode devolver a competitividade à sua operação.

Entre diretores industriais e líderes do agronegócio de todo o país, o diagnóstico inicial sobre os custos operacionais segue a mesma lógica: existe uma crença generalizada de que a energia elétrica está cara no Brasil devido à falta de chuva.

Essa percepção oculta a raiz do problema e leva grandes corporações a tomarem decisões reativas, quando deveriam ser estratégicas.

A realidade que o setor produtivo precisa encarar é muito mais profunda. A alta nos preços da energia deixou de ser uma consequência do clima. Hoje, energia cara no Brasil é muito mais uma questão de modelo matemático do que de escassez de oferta. O sistema regulatório encarece a conta de luz de forma estrutural. E quem paga esse prêmio injustificável é a indústria, o comércio e o consumidor final.

Para os decisores que precisam defender margens de lucro cada vez mais estreitas, entender as engrenagens desse sistema não é um detalhe técnico, mas um requisito para a competitividade.

O modelo de formação de preços e a percepção de escassez

O Brasil de hoje não é o mesmo país que enfrentou uma crise de abastecimento há mais de vinte anos. O sistema elétrico se expandiu de forma robusta, com uma evolução significativa em linhas de transmissão e na implantação de parques eólicos e solares.

O país vive um momento de conforto estrutural, com reservatórios em níveis satisfatórios. Há, inclusive, excesso de oferta, cenário onde fontes limpas, como eólica e solar, frequentemente sofrem cortes operacionais de forma obrigatória devido à gestão do despacho do sistema.

No entanto, o modelo de formação de preços ignora essa evolução. Os algoritmos que ditam como o país vai operar as usinas reagem com uma rigidez excessiva e superestimam a carga necessária.

Um dos componentes centrais dessa distorção atende pela sigla CVaR, que define o nível de aversão ao risco do sistema. O setor de governança brasileiro optou por operar com um parâmetro (15/40) excessivamente conservador. O sistema opera 24 horas por dia como se houvesse risco iminente de colapso, preferindo acionar usinas termelétricas muito mais caras de forma preventiva.

Arcamos com um nível de segurança que onera o sistema de forma desproporcional à realidade do suprimento. O impacto direto disso é o aumento do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), que dita o custo da energia de curto prazo.

O impacto real no caixa das indústrias

Quando o modelo precifica a água de forma tão cara quanto a energia gerada pela queima de combustíveis, toda a cadeia produtiva sofre. A falta de lógica do sistema contamina o mercado e afeta as decisões corporativas no longo prazo.

Os dados confirmam esse cenário. Para ilustrar o peso do modelo, basta observar o volume financeiro liquidado no PLD divulgado nos balanços de contabilização da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). De fevereiro para março de 2026, o volume de energia liquidada cresceu cerca de 14%, enquanto o valor financeiro disparou quase 60%. Os reflexos dessa política são contundentes:

  • Aumento de até 109% no custo de um contrato de fornecimento futuro em comparação a dois anos atrás;
  • Sufocamento da liquidez do Mercado Livre de Energia, com a energia frequentemente cotada acima de 300 reais por MWh;
  • Perda de previsibilidade, levando ao cancelamento de projetos de expansão e comprometendo a competitividade da indústria no mercado global.
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A oportunidade de correção e a gestão inteligente de dados

Existe a oportunidade técnica e regulatória de promover ajustes no cálculo de risco para desonerar o setor produtivo, devolvendo competitividade à indústria — especialmente considerando que praticamente 100% dos grandes consumidores operam no ambiente livre.

Contudo, enquanto essa modernização estrutural não ocorre, a sua empresa não pode permanecer passiva. A aversão ao risco incorporada pelo sistema não pode se refletir em vulnerabilidade na sua gestão interna. Aceitar o fornecimento engessado e custoso é o maior risco para o seu planejamento anual.

A transição eficiente para o Mercado Livre de Energia exige inteligência analítica. O papel de uma gestora profissional é atuar como seu suporte técnico. Por meio de contratos de longo prazo, conhecidos como Power Purchase Agreements (PPAs), é possível mitigar essa volatilidade e assegurar preços altamente competitivos.

A atuação da Comerc vai muito além de intermediar a compra de energia: ela entrega inteligência preventiva. O uso contínuo de Telemetria permite rastrear os dados de consumo em tempo real, identificar desvios físicos na sua operação e ajustar o perfil de carga da indústria antes do fechamento da fatura mensal. Esse modelo de gestão transforma um ambiente regulatório complexo em uma linha orçamentária previsível e controlável.

Assuma o protagonismo estratégico do seu negócio

A energia deve ser o motor da sua rentabilidade, e não a âncora financeira da produção. Para modernizar o seu parque industrial, combater o desperdício com inteligência e superar as atuais distorções do modelo regulatório, é essencial buscar apoio com especialistas de alta performance.

A Comerc assume a responsabilidade de ser a bússola de seus parceiros neste mercado. A capacidade de escala de sua infraestrutura viabilizou R$ 6,08 bilhões em economia em 2025, para os clientes do Mercado Livre de Energia. Atualmente, a Comerc gerencia de forma centralizada cerca de 4.900 unidades consumidoras, respondendo por aproximadamente 5% de toda a energia elétrica movimentada no Brasil.

A Comerc desempenha papel central na transição do setor elétrico, oferecendo desde Gestão de Energia avançada até projetos completos de Descarbonização. Entenda o que está pressionando as margens da sua companhia e encontre a melhor estratégia financeira para proteger o seu balanço anual.

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