Grendene: 80% da demanda com energia solar e um PPA de 20 anos.

Calçado injetado se faz com injetora, e injetora se faz com energia. Em 15 anos de parceria, a Grendene saiu da compra de energia no Mercado Livre para um contrato de 20 anos com um complexo solar de 120 MWp construído em Minas Gerais. 

120 MWp

de complexo fotovoltaico em Várzea da Palma, em Minas Gerais

80%

da demanda operacional coberta por energia solar

52 mil t

de CO2 evitadas por ano

A Grendene é uma das maiores fabricantes de calçados do mundo, dona de marcas como Melissa, Rider e Ipanema, com plantas industriais de grande porte no Nordeste e no Sul do Brasil. O calçado da companhia é injetado, o que significa que a produção depende de injetoras e o consumo elétrico é proporcionalmente muito maior que o de uma indústria calçadista tradicional. Energia não é uma linha qualquer do orçamento: é insumo estratégico e fator de competitividade.

Uma parceria que começou em 2010

A relação começou em 2010, quando o Mercado Livre ainda engatinhava no Brasil. A Grendene saiu de uma conta única de distribuidora para um conjunto de contas, encargos e contratos que ninguém dentro da empresa dominava. O que a companhia precisava não era só de preço melhor: era de previsibilidade orçamentária e de gestão ativa do portfólio de energia ao longo do tempo. Em quinze anos, os resultados financeiros superaram as expectativas iniciais, sustentados por estratégias personalizadas de contratação.

Do Mercado Livre à autoprodução

O passo mais profundo foi a autoprodução, formalizada num PPA de 20 anos com a Comerc Renew. O complexo fotovoltaico de Várzea da Palma, em Minas Gerais, tem 120 MWp de capacidade e R$ 400 milhões de investimento. Dele saem 10 MW médios destinados à Grendene, volume equivalente ao consumo de 75 mil residências, que cobre cerca de 80% da demanda operacional da companhia.

52 mil toneladas de CO2 a menos por ano

O efeito ambiental acompanha o financeiro: a energia solar do complexo evita aproximadamente 52 mil toneladas de CO2 por ano. Isso conecta a operação diretamente à agenda ESG da Grendene, que mantém uma jornada de sustentabilidade desde 2010 ancorada em oito dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

Na mesma linha estão o reuso de água nos chillers de produção e a política de resíduo zero em aterro, com 90% dos resíduos reaproveitados na própria produção, tudo publicado no relatório anual de sustentabilidade. Para uma empresa de capital aberto e de consumo intensivo, a energia deixou de ser um custo a administrar e virou parte da tese de competitividade.

Autoprodução solar para indústrias de alto consumo.

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