Retração reflete indicadores econômicos, como o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), que caiu 2,7 pontos em relação a março

O Índice Comerc Energia, apurado mensalmente pela Comerc Energia, revelou queda de 0,61% no consumo de energia elétrica pelas unidades de sua base de clientes em abril de 2016 em comparação com o mês anterior. A empresa é líder no Mercado Livre de Energia, sendo responsável pela gestão de 15% do seu consumo no país.

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A tendência de retração reflete o cenário de fraco desempenho da economia do País. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), divulgado pela Fundação Getúlio Vargas, caiu 2,7 pontos em relação a março, atingindo o menor nível da série histórica do estudo desde 2005, segundo o instituto. Esse também é o sentimento das pequenas e médias empresas, que caracterizam parte do grupo de consumidores especiais do mercado livre. A confiança dos empresários de pequeno e médio porte para os próximos meses teve queda de 0,7% segundo o Índice de Confiança do Empresário de Pequenos e Médios Negócios no Brasil (IC-PMN), preparado pelo Insper.

No comparativo anual, o Índice Comerc Energia também registrou queda, de 1,22% no mês em relação a abril 2015. Os números acompanham as tendências apontadas por outros indicadores do mercado de energia. Segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o consumo no mercado livre inteiro teve um recuo de 0,03% em abril, quando comparado ao mesmo período de 2015 nos dados sem efeito da sazonalidade, ou seja, desconsiderando o atual boom de migração de clientes especiais para o mercado livre.

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Comparativo setorial

Em abril, apenas três setores tiveram alta no consumo de energia em relação a março, sendo a maior delas no segmento de Manufaturados, com 2,27%. A maior queda, de -9,32%, foi registrada no setor de Material de Construção. Estudo da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (ABRAMAT) revela que as vendas de materiais de construção no Brasil caíram 10,5% em abril, na comparação anual, e recuaram 1,2% sobre março, motivadas pela crise econômica.

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Na comparação do consumo de abril deste ano com o mesmo mês em 2015, fica ainda mais claro o desaquecimento da economia, principalmente no setor de construção. No período, a média de alta girou em torno de 3% para três segmentos: Papel e Celulose (+3,90%), Comércio e Varejista (3,93%) e Alimentos (3,78%). O resultado é confirmado pela CCEE, que aponta comércio, bebidas e alimentos como os setores que mais consumiram. Os demais segmentos consumiram menos energia, sendo que a principal variação negativa foi vista novamente em maior escala no setor de Materiais de Construção (-21,15%), seguido de Manufaturados (-12,68%) e Eletromecânica (-10,96%).

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