Entenda o modelo da Comerc para modernizar motores, compressores e caldeiras sem investimento inicial para aumentar a eficiência energética da indústria.
Modernizar motores, compressores e caldeiras não depende de liberar orçamento. No modelo de Eficiência Energética da Comerc Energia, a Comerc assume o investimento nos novos equipamentos e a sua indústria paga apenas uma parte da economia real gerada na conta de energia, mês a mês. Não há CAPEX (capital expenditure, o investimento em bens de capital) desembolsado pela sua empresa: o risco financeiro e a execução do projeto ficam com a Comerc, que atua no setor de energia há 25 anos, responde por mais de 5% de todo o consumo de energia do Brasil e é integrada à Vibra.
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Segundo Matheus Braga, Gerente de Eficiência Energética da Comerc Energia, em palestra no Comerc Talks, 28% dos parques industriais brasileiros ainda operam com maquinários de 10 a 15 anos. Esse envelhecimento concentra boa parte das perdas de energia em três sistemas, e ajuda a explicar por que a eficiência energética virou um fator de competitividade para a indústria brasileira.
O ar comprimido é uma das utilidades mais caras de uma fábrica e também uma das que mais desperdiça energia sem que ninguém perceba. Vazamentos na rede de distribuição obrigam o compressor a trabalhar acima da demanda real da linha, e boa parte dos compressores segue dimensionada para um pico de produção que não existe mais, operando a maior parte do tempo em carga parcial. Some-se a isso a manutenção preventiva atrasada em filtros e válvulas, que aumenta o consumo necessário só para manter a mesma pressão.
Motores fabricados há dez anos ou mais costumam ter rendimento menor que os modelos atuais, e continuam ligados na potência máxima mesmo quando o processo exige menos. Sem inversor de frequência, eles partem sempre na potência total, mesmo em operações com velocidade variável.
A substituição costuma ser adiada porque o motor ainda funciona, mesmo consumindo mais energia do que precisaria, e sem monitoramento fica difícil identificar quais equipamentos estão sobrecarregados ou ociosos por longos períodos.
Perdas térmicas em caldeiras e sistemas de refrigeração aumentam o tempo que o equipamento precisa funcionar para entregar o mesmo resultado.
O isolamento térmico degradado em tubulações e caldeiras deixa calor escapar antes de chegar ao processo, e muitas caldeiras seguem operando com queima ineficiente, sem ajuste periódico de combustão. Sistemas de refrigeração superdimensionados para uma demanda de produção que já mudou completam o quadro de desperdício.
O projeto segue quatro etapas:
1) diagnóstico técnico da planta, mapeando os equipamentos com maior potencial de economia;
2) proposta com o escopo de equipamentos e a economia estimada;
3) aquisição e instalação dos novos ativos pela Comerc, sem custo inicial para a indústria;
4) medição mensal da economia e cobrança apenas da parcela acordada sobre o valor efetivamente economizado.
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Critério |
Projeto com CAPEX próprio da indústria |
Modelo de Eficiência Energética Comerc |
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Investimento inicial nos equipamentos |
Pago integralmente pelo caixa da indústria |
Assumido integralmente pela Comerc |
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Risco de desempenho dos ativos |
Fica com a indústria |
Assumido pela Comerc, em contrato de performance |
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Manutenção durante o projeto |
Equipe interna ou contrato terceirizado à parte |
Incluída no escopo do contrato com a Comerc |
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Forma de pagamento |
Desembolso à vista ou financiamento próprio |
Parcela mensal vinculada à economia medida |
A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) buscava reduzir o consumo de energia elétrica da sua operação industrial sem comprometer a produção. Depois de um diagnóstico técnico das unidades fabris, a Comerc estruturou um projeto de modernização que incluiu a substituição de 144 motores antigos por modelos mais eficientes, a troca de 148 inversores de frequência, a modernização do sistema de ar comprimido, com a substituição de seis compressores antigos por dois novos, e a troca da iluminação convencional por LED.
Como no modelo descrito acima, o investimento nesses equipamentos foi feito pela Comerc, sem desembolso inicial da CBA. O resultado foi uma redução média de 5 MWm (megawatt médio, a unidade que mede a potência média consumida ao longo do tempo) por mês no consumo de energia elétrica, o equivalente a uma economia anual de cerca de R$ 8 milhões.
Assumir o CAPEX e o risco operacional de um projeto industrial exige estrutura financeira e capacidade técnica de execução. É isso que sustenta o modelo:
Na prática, isso significa que sua indústria não depende de aprovar orçamento nem de gerir fornecedores diferentes para diagnóstico, instalação e manutenção: a Comerc assume o projeto de ponta a ponta, e só é remunerada se a economia prometida se confirmar todo mês.
Depois da instalação, os novos equipamentos continuam sob acompanhamento técnico da Comerc durante toda a vigência do contrato. A manutenção periódica dos ativos está incluída no escopo do projeto, com apoio da Telemetria, solução da Comerc que consolida os dados de consumo em um só lugar. Indicadores mensais comparam a economia projetada com a economia realmente medida.
Quando a economia de um mês fica abaixo do projetado por um problema operacional do próprio equipamento, a parcela paga à Comerc naquele mês é reduzida na mesma proporção: a indústria paga pela economia que de fato foi gerada, não por uma meta que não se confirmou.
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É um modelo em que uma empresa parceira, como a Comerc Energia, projeta, adquire e instala os novos equipamentos na sua planta sem usar recursos do caixa da indústria. O investimento e o risco de desempenho ficam com a parceira durante todo o contrato.
A Comerc Energia arca com 100% do investimento nos ativos do projeto, o que pode incluir motores, compressores, caldeiras, sistemas de climatização e refrigeração, além de iluminação LED, dependendo do diagnóstico da fábrica. A remuneração vem apenas da parcela de economia gerada mês a mês, sem cobrança separada pelos equipamentos.
A economia é apurada mensalmente, comparando o consumo medido antes e depois da instalação dos equipamentos. Se o resultado de um mês ficar abaixo do projetado por um problema operacional do equipamento, o valor pago naquele mês é ajustado de forma proporcional à economia efetivamente medida.
O modelo cobre a substituição de motores elétricos antigos, instalação de inversores de frequência, modernização de compressores de ar, caldeiras, sistemas de climatização e refrigeração, e troca de iluminação para LED, sempre a partir do diagnóstico técnico da planta.