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Descarbonização no varejo alimentar: as maiores fontes de emissão dentro de um supermercado

Escrito por Comerc Energia | 15/04/2026

 Entenda como identificar e mitigar as emissões de carbono no supermercado para impulsionar a sustentabilidade e a eficiência operacional na sua empresa. 

A transição energética e as práticas sustentáveis como a descarbonização no varejo alimentar deixou de ser uma pauta secundária para se tornar prioridade e estratégia para grandes redes e estabelecimentos no Brasil.

Para gestores que buscam previsibilidade e corte de despesas, compreender a fundo onde residem as maiores fontes de emissão de carbono é o primeiro passo para implementar ações que não apenas atendam às metas de ESG (Environmental, Social, and Governance), mas que também impulsionam a saúde financeira do negócio.

No varejo alimentar onde as margens são apertadas e o consumo de energia é intensivo, identificar esses pontos críticos permite que a empresa saia da inércia e passe a agir de forma consultiva e orientada a dados.

Este artigo detalha os principais vilões das emissões dentro de um supermercado e apresenta como as soluções que podem transformar desafios em resultados concretos e sustentáveis.

Por que a descarbonização é urgente no varejo alimentar?

O setor varejista alimentar enfrenta desafios crescentes, onde a sustentabilidade se tornou um requisito para a competitividade. A pressão por metas de ESG não vem apenas de órgãos reguladores, mas também de investidores e de um perfil de consumidor cada vez mais analítico e consciente do impacto ambiental de suas escolhas.

Para além do impacto reputacional, as emissões de carbono estão intrinsecamente ligadas à eficiência operacional. Altos índices de emissão geralmente indicam desperdícios energéticos que corroem o lucro líquido.

A descarbonização surge como uma demanda estratégica para buscar a otimização de recursos e a mitigação de riscos regulatórios. Ao adotar uma postura proativa, o varejista consegue antecipar tendências de mercado e garantir uma operação mais resiliente.

A transição para uma economia de baixo carbono permite que o decisor identifique oportunidades de melhoria que impactam diretamente o ROI, transformando a sustentabilidade em um pilar de crescimento e não apenas em um encargo de conformidade.

Principais fontes de emissão de carbono em supermercados

Para solucionar o problema das emissões, é preciso mapear detalhadamente os processos internos. Em um supermercado, as fontes de GEE (gases de efeito estufa) estão espalhadas por diversos setores, desde a conservação de alimentos até a gestão de resíduos como:

Refrigeração e climatização

Os sistemas de refrigeração e ar-condicionado são os principais responsáveis pelo consumo energético e pelas emissões de Escopo em um supermercado. A refrigeração de produtos perecíveis pode representar até 40% do consumo total de energia de uma loja, enquanto os sistemas de climatização para o conforto dos clientes consomem entre 30% e 60% do total.

Além do consumo elétrico, o vazamento de gases refrigerantes, como os hidrofluorcarbonetos (HFCs), possui um potencial de aquecimento global milhares de vezes superior ao do dióxido de carbono (CO2), tornando a manutenção preventiva e a modernização desses sistemas um investimento estratégico para a descarbonização.

Iluminação e equipamentos elétricos

A iluminação de grandes áreas de venda e estoques, somada ao uso contínuo de equipamentos como fornos, freezers horizontais e esteiras, compõem uma parcela significativa das emissões indiretas. A solução mais estratégica é a modernização da iluminação com tecnologia LED e a substituição de equipamentos obsoletos por modelos com maior Eficiência Energética são ações fundamentais.

Essas medidas reduzem a carga térmica do ambiente, o que, por consequência, diminui a demanda sobre o sistema de ar-condicionado, criando um ciclo positivo de economia e redução de emissões.

Logística interna e transporte

As emissões ligadas à movimentação de mercadorias e ao transporte de produtos perecíveis são pontos críticos na cadeia de valor. Seja através de frota própria ou terceirizada, a queima de combustíveis fósseis para o abastecimento das lojas e para o serviço de entrega aos associados contribui para a pegada de carbono do negócio.

A otimização de rotas e a busca por veículos com combustíveis menos poluentes são estratégias que visam solucionar o impacto ambiental da logística, garantindo que os produtos cheguem ao consumidor com a menor emissão possível.

Resíduos e descarte de alimentos

O desperdício de alimentos e a gestão inadequada de resíduos sólidos são fontes relevantes de emissão de metano, um gás com alto impacto no efeito estufa. Quando alimentos descartados acabam em aterros sanitários, sua decomposição anaeróbica libera GEE na atmosfera.

Implementar projetos de gestão de resíduos e buscar a redução de perdas no estoque não apenas soluciona uma questão ambiental, mas também evita o prejuízo financeiro direto associado ao desperdício de mercadorias.

Como reduzir emissões e potencializar resultados no varejo alimentar

A descarbonização efetiva exige a combinação de tecnologias inteligentes e novas formas de contratação de energia. A Comerc oferece um ecossistema de soluções que permite ao varejista alcançar suas metas de sustentabilidade com foco em resultados financeiros como:

Eficiência Energética e gestão inteligente

Implementar projetos de Eficiência Energética é o caminho mais direto para reduzir o consumo e as emissões. Através da Telemetria, é possível realizar o monitoramento em tempo real de cada ponto de consumo da loja, identificando desvios e oportunidades de melhoria imediata.

A automação de sistemas de iluminação e refrigeração garante que a energia seja utilizada apenas quando e onde for necessária, eliminando desperdícios.

Essas soluções são desenhadas para solucionar gargalos operacionais e otimizar o uso de recursos, garantindo que o investimento realizado traga retornos consistentes através da economia gerada.

Mercado Livre de Energia e Assinatura Solar

Migrar para o Mercado Livre de Energia é uma das decisões mais estratégicas que um gestor de varejo pode tomar. Nesse ambiente, a empresa ganha autonomia para negociar preços, prazos e, principalmente, a fonte da sua energia, podendo optar por fontes 100% renováveis.

Para unidades que não possuem escala para o Mercado Livre de Energia ou espaço para instalação de painéis, a Assinatura Solar oferece a melhor rentabilidade, permitindo o acesso à energia limpa com economia na fatura. Ambas as soluções garantem previsibilidade orçamentária e uma redução drástica nas emissões de Escopo.

Créditos de Carbono e I-REC

Para as emissões que ainda não podem ser totalmente eliminadas, a aquisição de Créditos de Carbono e certificados I-REC (International Renewable Energy Certificate) é uma estratégia complementar de valor elevado.

O I-REC comprova que a energia consumida provém de fontes renováveis, sendo uma ferramenta essencial para o reporte de sustentabilidade e para o atendimento de metas internacionais.

Já os Créditos de Carbono permitem compensar as emissões de Escopo, fortalecendo o posicionamento ESG da marca perante o mercado e os consumidores.

Case prático: supermercado que transformou energia em resultados

Um exemplo de como a gestão estratégica de energia pode transformar uma operação é o caso da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP), o maior centro de distribuição de alimentos da América do Sul. Ao buscar solucionar seus altos custos energéticos e melhorar seu perfil de sustentabilidade, a companhia realizou a migração para o Mercado Livre de Energia com o suporte consultivo da Comerc Energia.

Os resultados foram expressivos: em apenas um trimestre, a economia gerada chegou a R$ 700 mil, com uma projeção de alcançar R$ 1 milhão até o final do ano. Essa redução de custos beneficia diretamente os mais de 2.500 permissionários do entreposto, aumentando a competitividade de toda a cadeia alimentar.

O projeto demonstra que a escolha por fontes de energia limpa e a migração para o Mercado Livre de Energia não são apenas medidas ambientais, mas investimentos que garantem credibilidade, controle de gastos e eficiência operacional para o grande varejo.

Aja agora para descarbonizar o seu supermercado

A descarbonização no varejo alimentar é uma jornada que exige visão estratégica e parceiros que dominem o aspecto técnico e financeiro da energia. Identificar as fontes de emissão e agir sobre elas é o que diferencia as empresas que apenas sobrevivem daquelas que lideram o mercado.

Ao investir em Eficiência Energética, Mercado Livre de Energia e tecnologias de monitoramento, seu supermercado não apenas reduz o impacto ambiental, mas constrói uma operação mais lucrativa e resiliente.

Não permita que a ineficiência energética comprometa os resultados do seu negócio. Vamos transformar sua matriz energética em um motor de resultados concretos? Agende uma conversa estratégica com a equipe da Comerc Energia e inicie hoje sua jornada para uma operação mais rentável e sustentável.

A nossa equipe está pronta para buscar a melhor estratégia para solucionar seus desafios energéticos e transformar sua jornada de descarbonização em um case de sucesso.