A Rock World é a produtora responsável pelo Lollapalooza Brasil, um dos maiores festivais de música do país, realizado no Autódromo José Carlos Pace, em Interlagos. A edição de 2025 aconteceu de 28 a 30 de março e reuniu cerca de 90 mil pessoas por dia. Um evento desse porte exige logística energética complexa e gera impacto ambiental proporcional.
A leitura da casa é que um festival funciona como uma Olimpíada: precisa deixar alguma coisa no lugar onde acontece. Montar, desmontar e ir embora não basta. Some-se a isso a pressão de patrocinadores, público e reguladores por práticas sustentáveis que sejam mensuráveis e auditáveis, e não apenas declaradas. A meta para 2025 era direta: um Lollapalooza com 100% das emissões compensadas.
O trabalho começou por um inventário completo de emissões, cobrindo os escopos 1, 2 e 3. A parte difícil não foi o cálculo, foi a coleta. Os dados vieram de fontes muito diferentes: transporte público do lado institucional, fornecedores e parceiros, logística aérea e terrestre de artistas e equipes, diesel consumido pelos geradores e água utilizada durante os três dias.
A compensação foi feita com 12.874 créditos de carbono, que neutralizaram mais de 12 mil toneladas de CO2 geradas pelo festival. Os créditos vieram do projeto BAESA, ligado à UHE Barra Grande e voltado ao reflorestamento, o que dá rastreabilidade ao resultado. Somou-se a isso o uso de energia renovável certificada por I-RECs, deixando a redução de emissões auditável de ponta a ponta.
A parceria virou referência e se repetiu em 2026, com 12,6 mil toneladas de CO2 compensadas, posicionando a Comerc como parceira oficial de descarbonização do maior festival de música da América Latina. Para dar escala ao número: nos doze meses anteriores, a Comerc comercializou 8 milhões de I-RECs, neutralizando 2,2 milhões de toneladas de CO2 no consumo de energia dos seus clientes.